IX Congresso Catarinense de Obstetrícia e Ginecologia, IV Congresso Catarinense de Perinatologia

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Dados do Trabalho


Título

GRAVIDEZ NA ADOLESCENCIA: PERCEPÇOES DAS ESTUDANTES DO ENSINO MEDIO DE ESCOLAS PUBLICA E PRIVADA DE UM MUNICIPIO DA SERRA CATARINENSE

Introdução

A elevada proporção de nascimentos de filhos de mães adolescentes vêm se mantendo constante a cada ano no Brasil, segundo dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC). Nessa perspectiva, o presente estudo objetivou identificar as percepções de adolescentes estudantes do ensino médio de uma escola pública e de uma privada do município de Lages, Santa Catarina, acerca da “gravidez na adolescência”.

Métodos

Estudo de caráter qualitativo, que respeitou os aspectos éticos, conforme parecer de aprovação na Plataforma Brasil número 2.658.002. Participaram 17 adolescentes. A estratégia para coleta de dados foi a entrevista semiestruturada.

Resultados

Os determinantes sociais de saúde e o contexto de vida na qual estão inseridas diferem entre as estudantes da escola pública e particular. A análise possibilitou identificar que em ambas as escolas uma parcela significativa das adolescentes já teve relações sexuais, mas conhecem poucas formas de prevenir a gravidez, sem demonstrar entendimento básico acerca dos métodos contraceptivos. Para os dois grupos a vontade de ser mãe nessa fase da vida é ausente: consideram que a gestação precoce desponta como algo ruim e com inúmeras consequências negativas. O conceito de “planejamento familiar” - cuja importância é reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) - é desconhecido para elas. Evidenciou-se que as adolescentes já se depararam frente a dúvidas relacionadas à sexualidade. Porém, as fontes de busca diferem mediante o contexto na qual a adolescente está inserida. Estudantes da escola privada recorrem a profissionais da saúde, como ginecologistas e psicólogos. As da escola pública contam com professores. Constatou-se que no ambiente familiar de ambos os grupos, o tema “sexualidade” é permeado de limitações no diálogo, sendo frequentemente um tabu. Infere-se que seja devido a essa realidade que as adolescentes indicam que a internet desponta como a principal fonte para sanar dúvidas referentes à sexualidade.

Conclusões

A UNESCO considera que a educação em sexualidade está presente em todos os espaços de socialização - família, escola, mídia - mas ocorre de forma fragmentada. Neste sentido, reconhece que cabe à escola reunir, organizar e sistematizar a temática.

Área

Ginecologia e Obstetrícia

Instituições

Universidade do Planalto Catarinense - Santa Catarina - Brasil

Autores

Sonimary Nunes Arruda, Claudia Spaniol